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Hurtienne T. and B. Pokorny. 2004. Blanco e negro o bien colorido: discrepancias en la percepción de los bosques por investigadores y agricultores familiares. IN: Pokorny B., C. Sabogal and F. Krämer (eds.).

Forum sobre bosques, gestión y desarollo: opciones para la Amazonía. CIFOR, Belém. 63-73

 

The huge majority of rural development initiatives is defined without adequate participation of its target group, the small farmer. As a consequence, the proposed strategies not always correspond to the reality in the region. Contributions of experts tend to be characterized by a simplifying one-dimensional vision ignoring the demands and capacities of the rural population, as well as the characteristics and fragility of the ecosystems. The article discusses three examples of this one-dimensional vision: (1) the tendency for “big solutions”, which ignores the potential of family agriculture as a motor for development, (2) the limited understanding of what forest is, which ignores the possible contributions of forest types different then primary natural forests, and (3) the mania to use exclusively monetary values for decision making, ignoring the importance of non-monetary values. The article concludes that to avoid the destruction of the complex unit between environment and the small-scale production systems handled by small farmers in the Amazon, the initiatives for forest conservation, should support diversified production systems, avoid homogenization e ensure a sufficient proportion of remaining forests in the landscape through the active participation of smallholders in regional planning. Large-scale production systems, in all forms, cannot correspond adequately to the diversity and complexity of ecosystems and cultures in the Amazon, and thus, should be avoid.

A grande maioria das iniciativas de desenvolvimento rural é definida sem participação do seu público alvo, o pequeno produtor. Assim, as estratégias propostas nem sempre corresponderam à realidade da região. No entanto, muitas contribuições dos especialistas estão caracterizadas por uma visão unidimensional, que simplifica a complexidade da situação e ignora as demandas e capacidades da população rural, assim como as características e a fragilidade dos ecossistemas. Discutem-se três exemplos desta visäo unidimensional: (1) a tendência para grandes soluções, que ignoram o potencial do agricultor familiar como motor de desenvolvimento; (2) o entendimento limitado da floresta, que ignora a possível contribuição dos outros tipos de florestas como mata secundária e capoeiras; e (3) a mania de utilizar exclusivamente valores monetários para decisões, ignorando a grande importância de valores não monetários. Conclui-se que, para evitar a destruição da complexa unidade entre meio ambiente e sistema de produção do agricultor familiar, as iniciativas de conservação florestal devem suportar sistemas de produção diversificada em pequena escala, evitar homogeneização e assegurar um tamanho suficiente das florestas remanescentes na região por meio da participação ativa do agricultor familiar no planejamento regional. Sistema de uso da terra de grande escala, de qualquer forma, não corresponde à diversidade e à complexidade do ecossistema e das culturas na Amazônia, e, por isso, deveria ser evitado.

 

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